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Comportamento Ético Como Um Aliado

Por: Paulo Pereira   13/07/2011 - 08h17m


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Somos diariamente e intensamente bombardeados por mensagens, notícias e informações de violência, corrupção, desonestidade, falta de lealdade e caráter, desagregação familiar, etc. Escândalos e mais escândalos acontecem até mesmo em sociedades ditas desenvolvidas. Em alguns paises asiáticos, quando escândalos ocorrem, os protagonistas são condenados à morte, muitos deles até por sua própria iniciativa - num ato extremo de desespero, frustração e indignação consigo mesmo, cometendo suicídio.
 
O bombardeio vem de todas as direções e através de todos os veículos de comunicação: rádio, tv, internet, jornais, revistas, livros, etc. Pessoalmente, tenho tido muita angústia e bastante ansiedade quando vejo programas de tv, em especial os ditos jornalísticos, com raríssimas exceções, sempre esperando por algo muito desagradável.
 
O culto ao que há de pior parece ser a tônica que norteia seus produtores, na suposição que seja isto o que o leitor, telespectador ou ouvinte mais tem prazer em tomar conhecimento. Talvez seja uma imposição do ibope, já que, certamente, o que mais ocorre diariamente no mundo todo são fatos e notícias positivas. Suponho que se norteiam por estudos sociológicos que demonstram que fatos negativos ou ruins ocorridos com outras pessoas acabam confortando os não afetados, mesmo chocando-os, pois, em tese, determinado fato negativo ou ruim poderia ter ocorrido com eles.
 
Não que notícias e fatos negativos e lamentáveis não devam ser informados. Devem sim, mas apenas como um registro, sem o sensacionalismo, apologias, pré-julgamentos e, principalmente, sem a intensidade e profundidade que é feita.
 
Para que nos interessa saber em detalhes o perfil macabro de um maníaco qualquer? Para que saber em detalhes de como ele executou as suas vítimas? Para que saber que em uma tragédia humanitária qualquer uma família em especial perdeu todos os seus membros, ou só sobrou a mãe, ou só sobrou um órfão. Para que nos mostrar uma criança totalmente mutilada pela guerra, por tanto tempo e com requintes de sadismo?
 
Voltando ao tema, a questão do posicionamento ético, até mesmo em programas concebidos especialmente para nos divertir e nos entreter muitas das mensagens passadas, com freqüência, sub liminares ou não, atentam contra os bons costumes, a moral e a ética. Certas novelas, pela força de sua dramaticidade teatral, por sua plástica, etc., acabam por fazer apologias, impondo e exportando costumes para outras regiões e para outros tipos de públicos, corrompendo valores originais e ou criando confusão entre eles.
 
Alguns programas, como por exemplo, os de pegadinhas, a pretexto de divertirem, mostram que humilhar ou "sacanear" outras pessoas é divertido. Outros, na mesma linha de raciocínio, tentam mostrar que baixaria na resolução de conflitos e dramas pessoais é o caminho natural de como pessoas simples resolvem seus problemas, como se todas elas se pautassem por este tipo de comportamento.
 
A sensação que se tem, ao contato com toda essa mídia, é que o mundo está perdido e que se pautar por princípios éticos, não passa de pura ingenuidade.
 
Ledo engano, pois apesar de que o mundo à nossa volta está acenando que ética é uma matéria prima muito escassa entre nós, tanto os que vivem nos países abaixo da linha do Equador como também em outras nações - em especial as subdesenvolvidas, pelo menos no mundo empresarial ética é um valor, felizmente e cada vez mais, em alta, em todos os cargos e em todos os níveis hierárquicos, notadamente nos níveis de alta direção e gerência como um todo, em qualquer segmento de negócio. Por mais absurdo e paradoxal que possa parecer, até mesmo entre os criminosos existe uma ética. Para o bem ou para mal, não vem ao caso, eles também tem seu próprio código de conduta ética.
 
Para quem já está no mercado de trabalho ou para quem está chegando ou querendo retornar nossa recomendação é que se empenhem em desenvolverem suas atividades exemplarmente, pautando-se por princípios éticos, morais e legais tidos ou aceitos como adequados no contexto social em que vivemos.
 
Esqueça e ou abandone a postura do tipo "Lei de Gerson" que, para infelicidade desse que foi um dos principais jogadores de futebol em nosso país, em uma campanha publicitária, ganhou o significado de levar vantagem em tudo, ser mais esperto, passar o outro para trás e outros significados não menos pejorativos.
 
Procure ser um profissional que, além de suas habilidades e qualificações profissionais, tem seus gestos e atitudes baseadas em honestidade, idoneidade e correção. Construa e ou mostre uma imagem, tanto profissional como pessoal, no lar, entre amigos, na comunidade em que vive, que lhe assegure essas características, conseguindo sempre boas recomendações e referências.
 
Tome cuidado, pois ética é um valor social e universal. Em algumas situações, falando sobre o mundo dos negócios, qualquer deslize pode ser fatal ou, em outros casos, tolerado - variando a rejeição e aprovação de intensidade conforme forem os valores culturais, costumes e tradição de seus interlocutores.
 
É certo que nem todos os papeis que cada um de nós tem que desempenhar com ética depende só de nós mesmos. Alguns só são possíveis de serem plenamente realizados quando encontramos reciprocidade de intenções das pessoas com as quais interagimos. Por exemplo, você consegue manter-se distante do dia-a-dia de seu (ou sua) ex-cônjuge, mas dificilmente deixará de ter que se relacionar com ele (ou ela), principalmente quando existem os filhos. Mesmo nestas situações, é preciso desempenhar, e bem, com ética, o complicado (para muitos casais separados) papel de ex, ainda que por força de mandato judicial, que poderá ser de conhecimento de seu empregador, possibilitando algum questionamento ético a seu respeito.
 
Em seus preparativos para viagens a negócios, mesmo dentro do próprio país, além das informações técnicas, naturais e obrigatórias que precisa ter sobre o objetivo de sua viagem a negócios, esmere-se em procurar conhecer detalhes sobre costumes e cultura geris do novo local, especialmente sobre os valores éticos de seus futuros interlocutores, mesmo ou ainda que eles não os tenham. Afinal, você também precisa saber disto para poder decidir se deve ou não ou como e quando fazer negócios com eles, segundo os valores éticos que te norteiam e ou a sua empresa.
 
Nas empresas, notadamente em posições qualificadas e, em especial, as de direção, gerência e supervisão como um todo, em momentos de decisões de contratação de profissionais, os valores morais e éticos têm sido decisivos na hora da escolha final. Sua importância é extremamente relevante, em algumas ocasiões até mesmo em detrimento de uma série de outras características e habilidades inerentes à função em si, mesmo que técnicas.
   
    Autor: 
 

Paulo Pereira, Diretor Presidente da Eventos RH
Autor do livro Profissionais & Empresas - Os Dois Lados de Uma Mesma Moeda no Mercado de Trabalho, Editora Nobel.


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