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Conte com Deus e a sorte, mas faça sua parte

Por: Paulo Pereira   13/07/2011 - 08h23m


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Não, não vamos aqui novamente falar de religião ou coisas ligadas ao espírito. Não que isto não seja importante para o nosso equilíbrio emocional, físico, psicológico e espiritual completo, como já visto e mencionado. É que é um assunto que não dá para falar an passan. É preciso muito aprofundamento, muita reflexão, muita vivência, muito conhecimento e capacidade para tal. Não sou ateu, mas discutir religião com o devido aprofundamento, definitivamente, não é o objetivo deste artigo e nem deste livro.
 
O que quero dizer ou alertar o leito é para o seguinte: Poxa, estou nesta empresa ou nesta profissão há tanto tempo e não consigo galgar posições mais interessantes. Estou sempre fazendo as mesmas coisas. Parece que Deus quer assim mesmo. E se for a vontade de Deus, como diriam ou se conformariam determinadas pessoas religiosas, tudo bem. Recorrem ou esperam ajuda Divina para as mais simples e elementares tarefas e decisões de seu dia-a-dia. Nada contra, é claro. Cada um deve viver como acha que deve viver e pronto. Apenas acredito que se nos foi dado cérebro, coração e membros, que nos capacitam para agir, não devemos ficar chamando o santo nome de Deus em vão, como dito em um dos dez mandamentos.
 
Exageros à parte, é assim que agem muitas pessoas em seu dia-a-dia. Ficam se comportando como se as coisas sempre acontecessem naturalmente, meio que "caindo dos céus" e que seus destinos já estão traçados. Mas, ao meu ver, as coisas não assim, ou melhor, não precisam ser assim. Você pode e deve tentar agir para modificá-las. Nem o parto, que é natural, acontece sem algum esforço da mãe e da criança.
 
Se para o que é normal e natural, como é o caso de um parto, é necessário algum esforço, imagine quando estamos falando de atingir patamares mais altos de excelência, em especial no mercado de trabalho.
 
Nenhum atleta atinge marcas maiores dedicando-se normalmente ao seu esporte. Agindo assim ele será um esportista como outro qualquer, disputando os mesmos espaços disputados por muitos outros sem sair do lugar.
 
Para chegar ao pódio é preciso muito esforço e muito sofrimento. É preciso ousar, criar, empreender, correr riscos, não ter medo de errar, acreditar que é capaz, sacrificar-se, aceitar e administrar o fracasso e a derrota, entre outros comportamentos e atitudes.
 
Falando em termos profissionais, as oportunidades de crescimento que surgem em seu dia-a-dia não aparecem naturalmente. Muitas vezes você tem que provocá-las, quando não até reivindicá-las como seu direito.
 
E quando aparecem, você nunca está totalmente preparado, pois estamos falando de oportunidades de crescimento. Ora, se você já está totalmente preparado para o desafio que se apresenta é sinal de que ele veio tarde demais e que você tem energia e potencial para desafios superiores.
 
Os desafios, para serem verdadeiros desafios, precisam exigir algo superior ao que temos no momento em que eles surgem. Do contrário não são desafios, mas situações corriqueiras para nós.
 
Certo dia, de surpresa, em meu último empregador, meu superior hierárquico telefonou-me e perguntou-me se aceitaria o desafio de atender a um determinado compromisso, mesmo sabendo que eu nunca havia tido alguma experiência relacionada com ele. Era para fazer uma palestra em um órgão empresarial representativo, relatando as experiências da empresa em que atuava, mas que mal conhecia, já que era recém contratado, no lugar do presidente da empresa, que a esta altura tinha outros inadiáveis compromissos.
 
Em frações de segundos ocorreram-me os seguintes pensamentos, não exatamente na mesma ordem:
 
Se ele me pede isso, sabendo que eu não tenho experiência no assunto, é porque: 1- de fato ele está sem alternativa; 2- confia em meu potencial ou está querendo me fritar ou me testar;
 
Se gaguejar ao telefone ou declinar o convite ele vai procurar outra pessoa e sempre se lembrará de minha "covardia" ou acomodação.
 
Pode ser uma grande chance de firmar-me positivamente com ele e com a empresa, já que sou recém contratado.
 
Quando disse que tudo bem, ele ficou feliz e completamente aliviado. Quem não dormiu direito naquela noite fui eu. Mas aceitei o desafio, procurei me preparar o máximo que o tempo permitia e corri os riscos do fracasso, mas confiante que poderia dar conta do recado.
 
Fiz a minha parte e pedi o resto para Deus, que prontamente veio ao meu socorro iluminando-me naquela tarde. Nas palavras de uma colega da empresa que participava do evento, eu tinha conseguido salvar o seminário naquele dia. Ganhei em experiência, credibilidade e confiança, comigo mesmo e com o meu superior hierárquico.
 
Se nem Deus, na sua grande bondade, deve ter muita paciência com pessoas que não se esforçam para melhorar, imaginem o seu superior hierárquico - que muitas vezes, de Deus, só tem a imagem e a semelhança.
 
Fique atento a situações em que as oportunidades de crescimento estão à sua volta em seu ambiente de trabalho. Procure estar disponíveis para elas e indo ao seu encontro, procurando nunca fugir delas, com desculpas e justificativas por mais convincentes que sejam, mesmo que com isso você tenha que correr o risco de passar por constrangimentos, fracassos e muitos outros sentimentos negativos do gênero.
 
Normalmente as pessoas que estão a sua volta e que lhe oferecem oportunidades de crescimento sentem-se totalmente frustradas e decepcionadas com sua recusa e omissão, desobrigando-se em oferecer-lhe novas chances no futuro, quando não o descartando definitivamente. Invariavelmente, são muito mais tolerantes e compreensivos com os eventuais erros cometidos em situações de desafios, do que com a recusa ou acomodação, deixando o caminho aberto para novas tentativas.
   
    Autor: 
 

Paulo Pereira, Diretor Presidente da Eventos RH
Autor do livro Profissionais & Empresas - Os Dois Lados de Uma Mesma Moeda no Mercado de Trabalho, Editora Nobel.


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