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Um Diálogo Transparente, Produtivo e Permanente

Por: Paulo Pereira   13/07/2011 - 09h41m


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Estamos em crise? É chegado o momento de negociar o acordo coletivo? Há o risco de greve? Bom, precisamos então nos comunicar com nossos colaboradores e explicar a eles a nossa situação e o momento que nossa organização está passando e obter deles uma resposta satisfatória para nossos atuais interesses.
 
É uma situação absurda, mas, pasmem, é muito comum nas organizações. Elas simplesmente não se comunicam com seus colaboradores em seu dia-a-dia, mesmo se os negócios estão indo de vendo tem popa, talvez pelo receio de uma pauta reivindicatória inoportuna. Se dissermos para nossos trabalhadores o quanto estamos indo, certamente o Sindicato vai agitar a massa para algum pedido absurdo, raciocinam.
 
Para que informa-los que estamos atravessando um momento não muito próspero e de algumas dificuldades e gerar um clima de instabilidade e insegurança entre eles? Se divulgarmos agora estas informações não tão positivas, certamente poderão pensar que se trata de um estratagema da empresa para dificultar as próximas negociações salariais, já que estamos próximos da data-base.
 
É uma situação ridícula, apesar de muito comum nas empresas. Ora, a base de sucesso de qualquer relacionamento, a dois ou em grupos, necessariamente, é a comunicação e o dialogo, de preferência claro, objetivo, honesto e transparente. Para que os envolvidos se conheçam e estabeleçam vínculos de confiança e cumplicidade, entre outros fatores, é necessário que se comuniquem entre si em seu dia-a-dia, tanto nas horas boas como nas horas más.
 
Não vamos aqui dissertar sobre a importância da comunicação em nossas vidas. O tempo é curto e o espaço também. Este tema, para quem tem domínio sobre ele, que não é o nosso caso, daria para escrever vários livros, como, aliás, poderemos verificar em qualquer boa livraria. Vamos nos ater apenas ao foco e propósito desta parte do livro, ainda que sem a devida profundidade que o assunto merece.
 
Entendo ser um grande erro as empresas agirem da forma como preliminarmente colocamos e uma verdadeira falta de bom senso. Se comunicar com os colaboradores apenas e tão somente em situações pontuais certamente isto produzirá resultados distorcidos, como acima mencionamos.
 
Falar de crise apenas nas mesas de negociações, mesmo que sejam informações verdadeiras, soa como hilário e como um choro natural de qualquer empresário. Também passar estas informações como preparação de terreno para futuras negociações não cola mais.
 
Da mesma forma, de repente, começar a alardear situações positivas vai mesmo estimular e motivar seus colaboradores, através ou não de seus Sindicatos e apresentarem algum pedido de melhoria, salarial ou não.
 
Crie, desenvolva e mantenha com seus colaboradores um permanente mecanismo de comunicação. Mantenha-os permanentemente informados sobre todos os aspectos do dia-a-dia da organização: seus números, seus projetos, seus compromissos, suas dificuldades, etc., tomando devidos cuidados de sempre nas questões estratégicas, para que o vazamento precipitado de informações não venha prejudicar a empresa, e por extensão os próprios colaboradores.
 
E o que menos importa são os meios que sua empresa vai utilizar para isto. O mais importante é qualidade e a freqüência da informação, principalmente e fundamentalmente a sua veracidade.
 
Recursos para tanto são inúmeros, mas o pior deles, certamente, é usar o Sindicato, exclusivamente, para isto. É isso mesmo, por mais absurdo que possa parecer, em muitas empresas, a fonte mais freqüente de consulta e confiável para muitos colaboradores é o seu Sindicato, às vezes de forma exclusiva. As empresas simplesmente deixam que a comunicação venha através dele, naturalmente já devidamente lapidada segundo os interesses de seus dirigentes.
 
O Sindicato pode ser também uma fonte de comunicação, é claro, convocado ou não para isto, entre tantas outras formas disponíveis para as empresas, das mais simples às mais sofisticadas, tecnologicamente falando.
 
As empresas devem mobilizar e utilizar todos os meios de comunicação disponíveis para se comunicarem com seus colaboradores, mas, a meu ver, deve priorizar um deles: o canal de comunicação hierárquico. É muito constrangedor para um líder, em qualquer nível hierárquico, ser surpreendido ao saber das coisas da empresa através de seus subordinados, que tomaram conhecimento delas através de comunicado nos quadros de avisos ou pela intranet ou pelo circuito interno de rádio e tv. É claro que estamos falando de informações onde o líder poderia e deveria atuar junto aos seus subordinados de forma a colaborar para sua compreensão, entendimento, aceitação e envolvimento.
 
Institucionalize e padronize para que todas as comunicações importantes, prioritariamente, sejam dadas por meio dos líderes. Na pior das hipóteses, necessitando de uma comunicação mais veloz, em se tratando de um grande número de pessoas ou um grupo de pessoas muito distantes uma das outras, comunique primeiro o líder. Evite que ele seja consultado pelo seu subordinado sobre um assunto que ele ainda sequer tomou conhecimento.
   
    Autor: 
 

Paulo Pereira, Diretor Presidente da Eventos RH
Autor do livro Profissionais & Empresas - Os Dois Lados de Uma Mesma Moeda no Mercado de Trabalho, Editora Nobel.


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