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O Salário Não é Tudo?

Por: Paulo Pereira   26/09/2013 - 10h25m


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Há um dito popular que diz: Dinheiro não é tudo. Dinheiro não traz felicidade. Será que não, pergunto? Do ponto de vista filosófico, é certo que não. Agora,  do ponto de vista material, e, especialmente, nas relações de trabalho temos  verdades e  mitos, se contrapondo. Não vamos aqui , neste artigo, dissertar sobre aspectos filosóficos do dinheiro, ou considerar  a visão religiosa,  os desejos da alma, as nossas  necessidades materiais,  etc,  que envolvem a questão do dinheiro. Vamos focar esta questão dentro dos ambientes organizacionais. Nestes ambientes, para muitos, o que importa não é o salário, mas sim o ambiente e o clima organizacional, os desafios propostos, as perspectivas de crescimento, etc.
 
Isso não é uma verdade absoluta entre todos os trabalhadores, notadamente para aqueles que ocupam posições técnicas e gerenciais especializadas.  Mas pode ser uma verdade para um aprendiz, um iniciante, um estagiário.  Também isto não é uma verdade absoluta entre os trabalhadores que tem o salário como sua principal e única fonte de renda para suprir as suas necessidades básicas de alimentação, lazer, segurança, moradia, entre tantas outras necessidades. Desconsideradas as realidades e interesses de cada grupo de trabalhadores - entre iniciantes, operacionais e técnicos especializados, é certo que a questão do salário é estratégica, tanto para o trabalhador como  para a empresa. Para o trabalhador, porque é normalmente com o salário que ele tenta suprir as suas necessidades, e este,normalmente, nem sempre suficiente. Para a empresa, porque o salário é um dos mais graves componentes de seus custos, fixos e variáveis, motivo de greve, atritos e conflitos e severamente taxado pela legislação trabalhista e previdenciária.  
 
Então, respeitando os pontos de vistas extremos a respeito do assunto, o que se observa, considerando as práticas atuais,  é que o salário, por si só, e por melhor que seja, comparativamente falando em relação ao mercado,  não é suficiente para captar e reter os talentos em uma organização. É preciso muito mais do que isto e é possível se diferenciar nesta questão, direta e indiretamente, para fazer com que se encontre o equilíbrio entre os interesses das partes, empresa e trabalhador. 
 
Certamente, o trabalhador tem a sua responsabilidade para contribuir neste assunto, mas é da empresa que se espera mais iniciativa, visando este equilíbrio.  Além do salário, há uma série de benefícios e pacotes que podem ajudar na complementação da remuneração, como por exemplo: comissões, prêmios em geral, participação nos lucros e resultados, convênios médicos, convênios de serviços em geral, ações, planos de previdência privada, auxilio moradia, auxilio escola, bolsa de estudo, entre muitos outros. Estes são benefícios e complementos considerados higiênicos, que são palpáveis, direta e indiretamente, e que de uma forma ou de outra complementam os ganhos do trabalhador. É também a forma bastante econômica que as empresas encontram para melhorar as condições da remuneração do trabalhador sem agravar seus custos com adicionais de encargos sociais e trabalhistas e com vantagens fiscais e tributárias.  
 
Muito bem, mas um bom salário nominal fixo, acrescido de um pacote de remuneração variável e de uma série de benefícios ainda é suficiente para captar e reter talentos?  A resposta é sim e não, ao mesmo tempo, dependendo, é claro, de que tipo e momento de trabalhador que estamos falando.  
 
Para muitos, estes fatores tangíveis são muito importantes, fundamentais e atentamente considerados, mas não tão importante quanto outros fatores não tão tangíveis, como por exemplo: a cultura da empresa, os valores, a missão, o produto que ela oferece, o mercado que ela atende, as políticas de valorização de seus trabalhadores, o estilo de gestão das chefias em geral, o respeito ao meio ambiente, o seu porte, os objetivos traçados, a tecnologia utilizada, o respeito à diversidade entre as pessoas, o cumprimento às normas de segurança, à legislação vigente no País, entre tantos outros fatores.
 
   
    Autor: 
 

Paulo Pereira, Diretor Presidente da Eventos RH
Autor do livro Profissionais & Empresas - Os Dois Lados de Uma Mesma Moeda no Mercado de Trabalho, Editora Nobel.


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